quarta-feira, 19 de março de 2014

Minha vida se transformou num enorme cobertor de adiamentos, no qual o frio aproveita para me cobrir até o pescoço.


Acordar de manhã de uns tempos pra cá, tem sido uma tarefa extremamente difícil, menos pelo frio e mais pelo sacrifício de desgrudar os meus pés da cama. O objetivo e sair de casa, mas minhas pernas pensam mais além... Elas devem querer saber quando irão voltar para a cama e, o principal, como voltaram (tenho um par de pernas intuitivas!). Minha dificuldade em levantar e tanta, que chego a ter a impressão de ver minha cama correndo atrás de mim, me chamando de idiota, falando que eu não encontrarei lugar melhor no mundo do que ela. Dizendo que não vale a pena levantar, já que me sinto tão vazio de tudo, e tão cheio de nada. Olho para o chão de cima da cama é dou conta do abismo que existe entre minha cama e o chão. Talvez a cama esteja certa. Talvez o meu corpo acumule menos cicatrizes se eu fincar rosto nessa cama de uma vez, deve ser mais seguro do que tentar marchar com os pés até  esse chão frio. Não e melhor eu descer?! Ou ficar¿ descer? Ficar¿ descer! Ficar¡ Tudo bem, eu desço! "PERNAS PAREM DE TREMER", Olho para baixo e vejo o quanto as coisas aqui em cima são diferentes, fora deste quarto tudo parece tão fora de contexto, que penso que hoje deveria ser um dia de chuva, assim poderia permanece seco e quentinho de baixo do meu coberto. Amanhã eu acordo, animado, excitado, eufórico, indisposto¿?
  
PABLO ROBERTO

quarta-feira, 12 de março de 2014

Tenho a alma cansada. Sou alguém que pensa, respira e sufoca..

Enquanto você dormia. meus ossos doíam a medida que cresciam. meus cabelos cresceram e as pontas ficaram duplas. Enquanto você dormia, fingi que dormia, para não acordar-te fiquei Imóvel devagar, pensando no que lê diria quando o dia teima-se em chegar. Enquanto você dormia voltei meus olhos para você que estava com a cabeça envolta em um travesseiro macio. Eu mudei diante dos seus olhos, mas você não viu, não ouviu, não sentiu. Você quis simplesmente dormir enquanto eu ia pra cama com a cabeça e o corpo cheio de idéias. Enquanto você dormia voltou a chover, e eu voltei a escrever.


PABLO ROBERTO

quinta-feira, 6 de março de 2014

Eu só quero que você entenda que eu não gosto quando você vai embora.

Nos conhecemos mas não queríamos nos envolver, foi a primeira coisa que falamos quando começamos a nos conhecer.
Quando ela me perguntou o que eu pensava sobre o amor, falei que tinha medo pois ele era destruidor.
Até o momento em que concordamos em nos dar um ao outro sem a necessidade de um “eu te amo”, mas isso foi algo que não podíamos prever. Depois de algumas semanas estávamos cada vez mais e mais próximos. Decidimos nos ter, até quando deixássemos de nos querer, e fomos deixando acontecer. Algumas coisas que antes nem fazíamos questão pouco a pouco foram ocupando nossos pensamentos.
Pensamos que acabaríamos daqui a um mês, dois ou três e já estamos juntos a mais de seis. já estamos acostumou com o corpo um do outro. Já sabemos onde tocar, o que falar e o que não precisa de permissão. Já sabemos de que lado os dois dormem, e como acordamos pela manhã. Não queremos ser como os outros casais.
Nunca pensei que me interessaria por alguém da noite pro dia, mas aconteceu. E mesmo se não ficarmos juntos o quanto pretendemos, ficaremos juntos enquanto pudermos ficar. Pois e o seu beijo antes de partir, que me faz deseja o seu beijo depois de chegar. Ser apenas amigos não vai dar, quero continuar sendo mais do que isso. Ela e improvável, impulsiva, indomável e sem avisos prévios temos uma discussão, e ela vai embora por aquela porta, tudo o que posso esperar e que decida retornar por si própria. Ela desliga o celular não quer mais me falar como esta
meia hora depois me telefona e diz:
Ela: Estou chegando ai. 
Dou uma arrumada no cabelo, visto algo decente e demoro uns minutos em frente ao espelho, penso em fazer a barba ate lembra que ela me acha atraente com ela.
Saio as presas e vou em direção ao seu caminho, a vejo de longe e pensamentos começam a me perturbar.
Pode ser que tudo acabe de repente, ou que quer dar outra chance pra gente. Pode ser que de repente alguma coisa mude dentro dela.
Fico maluco com aquela situação, só o que vem em minha cabeça e:
O que fazer agora? Nada. Nada. Nada?

Ela se aproxima, recua um pouco, se aproxima  novamente.
Eu: Vai realmente embora?
Ela: Você me deixa outra opção?.
Eu: Vamos conversar antes.
Ela: Nós vamos ficar a noite toda nesse bate bola?
Ele: Porque você tem que ser tão teimosa?
Ela: E porque você tem que ser tão idiota?
Eu: Porque você e tão idiota quanto!
Ela recua novamente, esticou os braço e a aperto entre meus braços, e a dou um beijo.....



Pablo Roberto