segunda-feira, 26 de maio de 2014

Tomei um gole de chá na esperança de me acalmar, olhei para o relógio e soprei tentando esfriar a cabeça, fiquei olhando praquela xícara e acabei deixando lembranças passarem pelos meus olhos. Me ver naquelas imagens de coisas que não vivi e que pareceram tão real, foi como uma surra num sábado anoite..

Sabe quando da aquele nó no peito? E você olha para o lado e não tem ninguém para conversar, ou quando tem mas as palavras prendem-se em sua garganta, e você só consegue dizer: nada não deixa para lá. Quando estou assim tomo um chá, e como uma válvula de escape que eu uso quando não dá mais para aguentar. E aqui estou eu, pensando em quando foi que as coisas ficarão tão difíceis?.... ¿E só manter a calma e respira fundo, que tudo vai dar certo? ¿Será mesmo?afinal até onde vale a pena insistir nisso tudo?.. Eu tô desmoronando cara. Todas estas feridas se tornarão uma só cicatriz, sem importância aos olhos dos outros. Até tento assopra  tudo isso, mas a sensação de esta sozinho não me larga. Me sinto tão frágil, queria me debruçar em alguém, e não em alguma xícara de chá, mas e sempre o chá e a xícara que estão aqui para me apoiar nas horas de sofrimento.... Está difícil confiar nas pessoas, pedir ajuda, até porquê ninguém tá nem ai.... É acabo me fechando cada vez mais, e como se meus problemas tivessem achado o caminha até minha xícara de chá de camomila sem açúcar. Seria tão fácil se tudo  isso se resolvessem com dinheiro. Eu daria um jeito cara, eu trabalharia dobrado, faria um empréstimo, venderia até a alma!Ok, ok… Vender a alma foi de mais. O fato e que eu to cansado, minha alma está esgotada. acharam o caminha até minha xícara de chá... droga...não quero mas beber esse chá frio. Acho que vou até o banheiro vomitar.


Pablo Roberto

sábado, 10 de maio de 2014

Eu queria ser a pessoa que meu cão faz parecer que eu sou.


Pode parecer cedo pensar nessas coisas, mas eu vivo com a constante sensação de esta sempre sozinho. É como se até eu mesmo estivesse me abandonando. Acho que estou cansando de mim, estou cansando de toda essa chatice que eu me torno às vezes, estou cansando de prometer que tudo vai ficar bem sempre que eu acordo. Os dias são sempre iguais, sempre as mesmas coisas, as mesmas sequências, os mesmos rostos cansados. Sinto que falta algo. Falta o que eu sei que existe mas que ainda não tive o prazer de experimentar. E como se eu tivesse um imã que funcionasse ao contrario, ao invés de atrair afasta as coisas boas. E como se eu tivesse piscado e tudo tivesse passado de uma vez, passado e eu nem notei. O que mais me incomoda é saber que eu já fui melhor do que sou agora. (sinto que falta alguma coisa, de certa forma me sinto incompleto.) Já tive motivos pra rir o tempo todo, ou nem tinha tantos motivos assim, mas estava sempre rindo, não ficava me sentindo assim meio deixado de lado. Quando volto para casa parece que um peso enorme cai sobre minhas costas. Alguém tire isso de dentro de mim por favor. Talvez seja só depressão. Todo mundo tem depressão. Talvez eu deva toma um remédio, vai que eu me sinta melhor? Melhor não, eles não fazem nem cocegas em meus sintomas. Não sei ao certo se o meu estado de espírito condiz com este sorriso falso. É patético, eu sei. Eu só queria ser essa pessoa que meu cachorro faz parecer que eu sou.


Pablo Roberto

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Quero vê-la, sem receios!

Fazer o que? Se te quero mais. Se meus lábios desejam beijar mais uma vez, sua pele quente. Se tenho você gravada no subconsciente. Se tudo neste quarto me lembra teu compasso, tua pele, teu cheiro, tua língua, teu jeito. Fazer o que? Se fecho os olhos, e por um momento, meu minhas mãos percorrem teu corpo, sem pressa, aos poucos. Fazer o que? Se te amo, porque te amo? Te amo apenas, por que te amo! Sem explicações sem motivos sem porquês. E aqui vou te esperar, e jamais desistirei. Porquê sei como é lindo, este amor que flui de nos! 

Pablo Roberto