segunda-feira, 28 de abril de 2014

Ela e tão viciante quanto a heroína, menos prejudicial do que o álcool, mas, ainda assim, esta te causa problemas.

Mesmo não acreditando também tenho um coração, também tenho sentimentos. Não sou esta pessoa que você me julga ser, eu fui sincero com você, e mesmo assim acreditou no que não deveria ter acreditado. E agora me machuca com suas palavras, fazendo-me senti inútil e fraco. Cansei de ser tratado com desdém. Cansei de ganhar apenas migalhas, sussurros é palavras perdidas. Cansei de morrer aos poucos por você. Suas palavras salgadas desbotam nossas foto. Sera que todos os nossos momentos felizes, todas as nossas mordidas na orelha, sussurros e arrepios molhados vão passar? O tempo começa a correr, se transformando em contagem regressiva. O dia segue assim, entre pequenas frustrações ridículas, fruto de coisas que ficaram. Já percebeu que algumas coisas só acontecem para nós dois? O nosso amor esfriou, meu bem?


Pablo Roberto

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Quando eu pular as pessoas não vão mais se lembrar de mim. Mas irão se lembrar dos meus textos. De alguns pelo mesmo.

Ele caminha em paços lentos até a beira do telhado, enquanto pensa em se jogar. Pará e volta atrás, faz uma prece uma única prece. Ele quis um abraço. Um ultimo abraço antes de pular, mas só o que vê e uma plateia lá embaixo, esperando que ele pule.
Ele senta próximo a beira do telhado e Resmunga para si mesmo.
-Quem me vê sentado aqui olhando para baixo nem imagina a situação que me levou a estar aqui.  Esse é o problema. Ninguém quer sabe nada, mas ficam la embaixo de prontidão em pé para apontar e julgar. Mas a culpa e minha sabe. Eu senti mais do que podia aguentar.
-Meu Deus, estou farto de me sentir tão pesado, tão vazio, tão inútil, tão estúpido, tão cansado de tanto errar, de tanto sofrer e de tanto me culpar.
Ele volta pra beira do telhado e recua.
-Planejei tudo muito bem. Não pode haver duvidas, não pode ter recusa da minha parte, não tem mas volta, estou pronto pra me atirar. Não posso ter medo, No fundo eu sempre tive medo. Só que dessa vez não posso deixá-lo no controle. Eu não sei voar. Mas tanto faz se eu fechar os olhos bem forte, consigo imaginar que posso.
Seu coração acelera. Seus olhos se contraem. A mão aperta. O corpo transpira.
-Então este é o ponto que minha vida se encontra, em ponto nenhum. Acho que isso aqui e o meu maior momento.
-vamos pernas " Para o alto e avante". Ou seria " Para o alto e pra baixo".

Ele ri de tudo isso, e no mesmo instante sente uma leve brisa bater em seu rosto que começa a esfriar, abre os braços e joga seu corpo pra cima, enquanto ele caia pra baixo ri como se fosse capaz de voar. O vento bater em sua cara, bem rápido. Ele fecha os olhos e tenta ver alguma lembrança, algum momento, entretanto não vê nada, sua vida não passa diante dos seus olhos.

Pablo Roberto

sábado, 19 de abril de 2014

Me desculpe mas estou odiando a sensação, então se não for pedir muito poderia me desligar?

 
Eu não sei o que te falar. Só sei que não aguento mais,
então  me puxe da tomada
 é isso mesmo, me desliguei. antes que eu entre em curto-circuito. Mas tem que ser de dentro pra fora, quero que desligue minha mente contaminada por esta essência fétida, cale minha boca que insiste em dizer piadas infames do dia anterior. Me desligue antes que a gente passasse a se detestar. Deixa para depois as questões filosóficas, e me desliga antes que a gente se odeie. Preciso que me desligue, só me religue quando eu me achar. Até lá me desligue, mas antes coloque uma música, inebriante e visceral, aumente o som e me aconpanhe em uma última dança até nossos pés sangrarem.
 
 
 
Pablo Roberto

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Tudo se confunde nesse universo virtual.

Quando ele menos esperar, ela chegara na sua vida e mudara todos os seus planos. Mesmo sabendo que ela não o ama, ele pretende correr esse risco, pois tem medo de ficar sozinho. Ele já sabe que não conseguirá escapar dela, pois ela tomou posse da sua mente por tempo indeterminado. Ela e do tipo que gosta de passar as noite enfrente a tela fria do computador, e ele a acompanha do outro lado do monitor, enquanto a madrugada passa lentamente. Ela o leva a destinos de alegria e dor revirando sentimentos reais através de um monitor. E sem que ele perceba ela passa a ser sua válvula de escape e companheira das madrugadas. Ele já conhece tanto ela por dentro que pouco se importa com distância, o que importa é a essência dela que já lê foi apresentado. Ele já está tão envolvido que acaba baixando a guarda e esperando que o computador não quebre ou que não falte luz!
Mas quando ele trocar o aconchego real pelo sorriso surreal, ela sumirá, por alguns minutos, oras, dias, semanas, meses, anos..... e ele ira sentir uma saudade imensa de tudo que não viveu ao lado dela. Ira passar as noite em frente à tela do monitor esperando que ela finalmente apareça, com seus versos escritos pelo frio aparelho que vicia, enlouquece, aproxima, afasta e mostrando os sentimentos de cada um, ele só quer que o virtual tenha uma chance de se tornar real.

Pablo roberto