terça-feira, 23 de abril de 2013

E confesso, estou com medo

Me sinto preso sentenciado a viver eternamente em meu próprio corpo,
e sou forcado a deixar de fazer coisas que normalmente faria,
sentenciado a arrancar de mim tudo aquilo que um dia fui  
e apenas assisto a vida passar,como quem espera a morte,
 imaginando ter as respostas e criticando o meu eu,
sou quem me dá e quem me tira,
sou o céu e o inferno,
sou meu o juri,
juiz o carrasco,
não há saída,
não há fuga,
não há fiança,
não há esperança,
 minha casa vira  um campo de guerra 
um resquícios de nada 
 não creio na minha certeza.
 tudo o que me salva do tedio é a tristeza
 tem horas que me vejo no chão e penso 
que morte deve ser a coisa mais fantástica do mundo 
seria muito doloroso viver eternamente preso a mim mesmo
esses poucos minutos parecem muito pra mim, desfaço e refaço ideias e ideais, 
penso e repenso minha vida, o que eu fiz fez de errado, onde  eu poderia ter mudado, qual o porque de tantos porquês???????
E confesso, estou com medo. Medo de tudo.


Pablo roberto

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