![]() |
| tirei esta foto dela,meio que escondido! |
Acordei meio azedo ontem. Tomei o café da manhã, banhei e fui pra estação do metrô. O barulho do metrô era perturbador e eu estava tentando concentra-me em conseguir entender o livro. Uma mulher sentou ao meu lado. Devia ter uns 19 a 21 anos.Reparei na sua pequena pinta do lado direito da bochecha. Ela aparenta ser fria.Não foi difícil perceber que ela não estava bem. Acho que ela precisava de alguém para conversar ou desabafar. No começo eu bem que quis falar com ela pra saber se ela estava bem ou não, mas quem e que iria se abrir pra um estranho que acabara de ver no metrô? Então vi cair uma lagrima de seus olhos. Talvez ela sofria por algum amor. Ou estivesse feliz pois veria alguém que não via a tempos.Talvez perdera um ente querido.Ela olhou pra mim.Dei um sorriso torto e olhe em direção a janela.Ela não parava de olhar para a esquerda. Talvez esteja passando pela cabeça dela umas ideias meio loucas. Ela pode esta precisando de um tempo só para ela, para pensar na vida. Pois esta presa as suas próprias desilusões. Talvez ela queira muda seus pensamentos, seu jeito,seu cheiro. Talvez ela queira ter outro rosto com outros olhos e outros traços. Mas ainda ira preferir depender de si, do seu próprio esforço. Ela não gosta de estar nas mãos de outros,ela e antipática com orgulho. Mas confessa ser prisioneira de sim mesma. Ela não sabe explicar como se sente.
E são estes momentos que mostram que todas as suas palavras não
servem pra nada. E isso a faz refletir na vida. Talvez ela queira fugir de tudo. Talvez ela tenha medo de morrer depois de caminhar poucos metros. vejo que ela tem algumas malas.suponho que ela ira para algum lugar bem distante. Mas ela não disfarça a sua tristeza. Ela fecha os olhos e meche
os lábios sem pronunciar uma só palavra. Talvez esteja fazendo uma oração.Talvez só queira ir embora deste lugar.Não pra fugir, mas pra descansar a alma destes sentimentos. A vida a deixou assim, sem esperanças, sem confiança, sem vida. Ela cochila no acento do metrô. E logo logo ela se vai, sem falar seu nome, apenas deixando uma historia para eu criar. Queria poder saber o que se passa com ela. Pocha eu poderia te falado com ela mas meu bloqueio psicológico não permite. E já era tarde pois minha estação era a próxima.Virei a cabeça pro outro lado e comecei a reparar na paisagem. Respirei fundo e olhei ao redor todas as pessoas naquele vagão tinha uma historia. Pocha eu e minha maldita mania de querer saber sobre os outros de querer entender o que se passa com as pessoas ao meu redor. Estranho esse meu jeito de tentar saber o que se passa. Viajo nos meus pensamentos sem parar e acabo dando vida a minhas ideias. Olho pras pessoas e penso como elas podem ser ou como não poder ser.(coisa de louco nê), essa minha imaginação faz-me sair dessa rotina que é uma coisa de louco.
Pablo roberto

Nenhum comentário:
Postar um comentário